Da esquerda para direita – Eng. Agr. Luciano Garrido (Diretor de Projetos e de Campo Global Eco Agro), Sr. Guilherme Piai Filizzola (Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo) e Eng. Agr. Marcos Paes (Diretor Administrativo e Financeiro Global Eco Agro) na FEICORTE 2025 em Presidente Prudente, estado de São Paulo – Brasil.
O agronegócio brasileiro é um dos pilares da economia nacional, sendo responsável por grande parte do Produto Interno Bruto (PIB), das exportações e da geração de empregos. No entanto, para que esse setor se mantenha competitivo, produtivo e sustentável, é fundamental o investimento constante em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Nesse contexto, a integração entre pesquisadores do setor privado, órgãos públicos de pesquisa e as secretarias estaduais de agricultura desempenha um papel estratégico e decisivo.
A Sinergia entre Setores
A união entre o setor privado e o público no desenvolvimento de pesquisas agropecuárias permite a construção de soluções mais eficazes, que atendem tanto às demandas do mercado quanto às necessidades sociais e ambientais.
O setor privado, representado por empresas, cooperativas e startups, possui grande capacidade de investimento, acesso a tecnologias de ponta e agilidade na implementação de soluções. Por outro lado, os órgãos públicos de pesquisa, como as universidades, institutos de pesquisa (ex.: EMBRAPA, IAC, EPAGRI, entre outros) e as secretarias estaduais de agricultura, detêm conhecimento técnico-científico robusto, dados regionais e foco no desenvolvimento de tecnologias adaptadas às diferentes realidades dos produtores.
Benefícios da Parceria
1. Aceleração da Inovação
A junção de esforços permite que tecnologias, como novas cultivares, sistemas de irrigação, manejo sustentável, controle biológico e agricultura digital, cheguem mais rapidamente ao campo. Isso fortalece a competitividade dos produtores e eleva o patamar tecnológico do setor.
2. Soluções Regionais e Sustentáveis
As secretarias de agricultura estaduais conhecem profundamente as características socioeconômicas, climáticas e culturais de cada região. Aliadas aos pesquisadores do setor privado e aos órgãos públicos, podem direcionar os projetos de forma precisa, promovendo práticas agrícolas sustentáveis e adequadas às condições locais.
3. Transferência de Tecnologia
A parceria facilita a disseminação dos resultados das pesquisas para os produtores rurais. Programas de extensão rural, dias de campo, capacitações e assistência técnica se tornam mais eficazes, garantindo que o conhecimento gerado se transforme em produtividade no campo.
4. Fortalecimento da Sustentabilidade
A integração favorece o desenvolvimento de práticas agrícolas que conciliem alta produtividade com responsabilidade ambiental, como o manejo de resíduos, a conservação dos recursos hídricos, a preservação da biodiversidade e a mitigação das mudanças climáticas.
5. Políticas Públicas mais Eficientes
A participação ativa dos pesquisadores privados e dos órgãos públicos na formulação de políticas permite a criação de programas mais efetivos, que realmente atendam às demandas dos produtores, promovendo desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Exemplos de Sucesso
Parcerias desse tipo já resultaram em grandes avanços no agro brasileiro. Podemos citar o desenvolvimento de variedades resistentes a pragas e doenças, projetos de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), sistemas de rastreabilidade para exportação e programas de manejo sustentável da água e do solo.
Desafios e Perspectivas
Apesar dos avanços, alguns desafios ainda precisam ser enfrentados, como a burocracia nos processos de convênios, a falta de financiamento em algumas áreas e a necessidade de maior alinhamento entre os objetivos do setor privado e as políticas públicas. Superar essas barreiras é essencial para que o agro continue sendo uma potência global, inovadora e sustentável.
A parceria entre pesquisadores do setor privado, órgãos públicos de pesquisa e as secretarias estaduais de agricultura é fundamental para garantir a inovação, a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro. Essa união de esforços não apenas impulsiona o desenvolvimento tecnológico, como também assegura que esse progresso chegue de forma efetiva aos produtores, beneficiando toda a sociedade.
